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  • Clube Regatas Guanabara

Os 10 Mandamentos da velocidade

Por Greg Fisher (publicado na Sailing World 10/98)


  1. A maioria dos barcos desenvolve melhor no contravento com o leme quase neutro. As vezes, o barco terá maior tendência a orça especialmente quando no modo de apontar, um puxar excessivo no leme indica que o barco está fora de equilíbrio. Os ajustes: veleje com o barco nivelado, levante a bolina, aumente o caimento do mastro ou achate o grande.

  2. Na maioria das condições, ajuste a escota do grande de forma que a tala do topo fique paralela a retranca, em lugar de apontar para dentro ou fora. Para avaliar isto, cubra os últimos 25cm da tala superior com fita preta. Então de uma olhada na valuma por debaixo da retranca, ajuste no ponto certo e marque na escota. Isso feito, tem hora em que você pode quebrar esta regra. Ao tentar acelerar, desenvolvendo potencia em ventos de fraco-para-médio ou quando estiver sob pressão em vento forte, folgue de modo a ter a tala superior 10 a 20 graus para fora. Ao contrario, ao tentar apontar um pouco mais alto em vento moderado, é bom dar uma cassada extra no grande de forma que a tala enganche para barlavento.

  3. Entenda qual é a curva máxima do mastro, e então se esforce para atingir isto na maioria das condições. Curva máxima é o ponto no qual ao se ultrapassar, enruga o grande (rugas de velocidade, rugas de inversão, etc.) e se desenvolvem no terço de baixo do grande. Dependendo do barco, você pode curvar o mastro com tensão da escota, tensão do burro, tensão do estai de popa, tensão da mastreação, pra frente/trás, ângulo das cruzetas ou uma combinação de tudo anterior.

  4. Todo barco tem sua tensão ótima de mastreação. Descubra qual é a sua e mantenha isto. A maioria dos barcos veleja melhor com a mastreação apertada o bastante de forma que brandal de sotavento começa a afrouxar quando estiver ventando 10 a 12 nós. Se a mastreação estiver muito solta, a entrada da buja ficará bastante cheia. O resultado é uma pobre capacidade de orça. Por outro lado, uma mastreação muito apertada às vezes é indicada através de rugas de inversão na entrada da buja - uma versão em escala menor do que acontece no grande com a curva máxima do mastro. Além disso, se a mastreação estiver muito apertada, a entrada da buja estará bastante chata e as birutas quebrarão em ambos os lados do pano quase ao mesmo tempo. Em resumo, com a buja assim fica difícil de timonear.

  5. Veleje o barco em suas linhas. Normalmente, um barco não executará sua melhor performance quando sua proa ou popa estiver enterrada na água. Além do óbvio arraste, isto pode afetar o equilíbrio do barco e dar pressão no leme (por exemplo proa enterrada cria tendência a orça). Ao invés, posicione o peso de tripulação de modo ter a popa beijando um pouco a água. O resultado é uma esteira lisa, sem refluxos. Olhe onde os competidores de topo sentam e copie.

  6. Ajuste sua buja de forma que, se houvesse uma tala no meio da valuma, ela deveria ficar paralela com o linha da quilha do barco. Ponha um pedaço de fita escura nesta tala imaginária. Só em raras exceções a buja deve ser ajustada fora desta posição. Uma das vezes seria para aceleração – ao folgar a escota a tala do meio da valuma é orientada 10 graus para fora da linha de centro. Este ajuste é para "primeiro marcha " e deve funcionar junto com o grande quando a escota é folgada para aceleração.

  7. Ajuste o ponto da buja de modo que sua testa paneje uniformemente do topo ao pé. Quando o barco estiver sob muita pressão, mova o ponto à popa de modo a ter as birutas do topo quebrando antes das do meio ou inferiores.

  8. Ajuste a tensão da testa do grande e da buja de forma que haja sempre um pouco de rugas horizontais ao longo. Em ventos muito fracos, relaxe completamente a tensão da testa assim haverá rugas em todo ela, do tope ao olhal. Casse gradualmente com o aumento do vento, de forma que em ventos fortes rugas pequenas aparecerão só nas partes de baixo de ambas as velas. Se a tensão de testa for muito frouxa, estas rugas serão muito grandes. Mas eles nunca serão tão longas ou pronunciadas quanto as rugas de inversão da curva de mastro excessiva ou muito pressão no estai de proa. Essas rugas vão da testa até o olhal da esteira. As rugas controladas por tensão da testa são muito menores e ficam perpendiculares a testa .

  9. Todo barco tem um "ponto ótimo" - um ângulo de direção preciso para o contravento, de desempenho ótimo. Todo barco tem também uma faixa, que é uma variação de ângulos de timonear aceitáveis. Cabe ao timoneiro aprender ambas. O ponto mais baixo desta gama é para aceleração. Neste ângulo, na buja, ambas as birutas devem estar apontadas diretamente à popa. A testa da buja raramente paneja, e as birutas de sotavento nunca devem estolar. O centro da faixa é o "ponto ótimo" onde o barco deve velejar 75 por cento do tempo. Nesse ponto você deve deixar as birutas de barla estolar ligeiramente. A outra extremidade da faixa é o modo apontar, que é usado em condições de vento forte, especialmente em mar chão. Este lado da faixa é normalmente mais alto do que simplesmente deixar a biruta de barla subir. Na maioria dos barcos você pode timonear de modo que a frente da buja paneje quase 30 cm atrás do estai proa por curtos períodos.

  10. Na dúvida, copie os mais rápidos!

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